Nos últimos anos, dispositivos como vape, cigarros eletrônicos e narguilé ganharam popularidade, especialmente entre adolescentes e adultos jovens. Muitas vezes divulgados como opções “menos prejudiciais” ao cigarro tradicional, essas alternativas também trazem riscos importantes à saúde.
O vape e o cigarro eletrônico funcionam por meio do aquecimento de líquidos que contêm nicotina, solventes e aditivos aromatizantes. O vapor inalado carrega não só nicotina, mas também metais pesados, compostos tóxicos e partículas ultrafinas. Estudos científicos relacionam o uso regular desses dispositivos ao aumento de crises de asma, inflamação pulmonar, bronquite e até ao desenvolvimento da EVALI – uma lesão pulmonar grave identificada recentemente em usuários de cigarro eletrônico.
O narguilé, embora culturalmente associado a momentos sociais, pode liberar em uma única sessão a mesma quantidade de fumaça de até 100 cigarros convencionais. Isso significa maior exposição a monóxido de carbono, alcatrão, metais pesados e nicotina. O uso frequente está associado ao aumento de risco para doenças pulmonares, cardiovasculares e câncer.
Outro ponto de atenção: jovens são especialmente vulneráveis, pois tendem a subestimar os riscos e estão mais expostos à propaganda desses produtos. O início precoce está ligado à maior dependência e aumento da chance de migrar para o cigarro convencional.
Valorizar ambientes livres de fumaça e buscar informação de fontes confiáveis são escolhas fundamentais para quem quer investir em saúde e qualidade de vida.
Cuidar dos pulmões é um ato de autocuidado, proteção e respeito ao próprio corpo.